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Publicado em 08/02/2017

SuperDir e CCBB Rio de Janeiro assinam cooperação que garante direitos da população LGBT

O Programa Estadual Rio Sem Homofobia, coordenado pela Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SuperDir), da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, e o Centro Cultural Banco do Brasil  Rio de Janeiro (CCBB RJ) assinaram um Termo de Cooperação Técnica para a realização de uma Jornada Formativa de Cidadania LGBT, que tem como meta formar 400 técnicos e servidores entre fevereiro e dezembro de 2017.

A parceria foi firmada durante a programação em prol do Dia da Visibilidade Trans (29 de janeiro), que promoveu uma série de eventos ao longo dos dias 27 a 30 de janeiro no CCBB RJ. O documento foi assinado pelo superintendente e coordenador do Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, e o gerente geral do CCBB Rio de Janeiro, Fábio Cunha. A capacitação tem como proposta atualizar e disseminar práticas de atendimento respeitoso a comunidade LGBT. A capacitação soma-se a uma politica já existente de promoção da diversidade e o respeito às identidade de gênero no CCBB Rio de Janeiro.

Para Cláudio Nascimento, a parceria demonstra uma preocupação do Centro Cultural Banco do Brasil em estar preparado para receber a todas as pessoas, sem discriminação: “desde o episódio de discriminação a duas mulheres lésbicas, ocorrido no começo de 2017 dentro do CCBB Rio de Janeiro, a direção do Centro Cultural vem demonstrando que esse ocorrido não está de acordo com as suas normas e com a sua ideologia. Além de abrir as portas para o evento do Dia da Visibilidade Trans, o CCBB Rio de Janeiro se mostrou interessado em oferecer para seus funcionários uma formação continuada sobre atendimento à população LGBT. Além de punir legalmente aqueles que praticam a discriminação, precisamos educar as pessoas em prol do respeito e da diversidade. Esse é o melhor caminho para combater a LGBTfobia”.

"Ao formalizar essa parceria, o CCBB Rio de Janeiro reafirma seu compromisso para que todos sejam tratados com dignidade e para que o preconceito não seja limitador para o acesso à cultura, à informação e ao lazer. Com a presença de um público diversificado, é de grande importância disseminar as políticas públicas e as ações que estão sendo realizadas para a promoção da cidadania e combate à homofobia, lesbofobia e transfobia no Rio de Janeiro", comentou o gerente geral do CCBB RJ, Fábio Cunha.

O Banco do Brasil passou a permitir, a partir de 27 de janeiro, a utilização o nome social para funcionários e funcionárias transexuais.

 

Programação pelo Dia da Visibilidade Trans – Rio de Janeiro

Durante quatro dias de evento, foram realizados rodas de conversa, mostras de documentários e curtas, lançamentos de campanhas em prol das travestis, das mulheres transexuais e dos homens trans e seminários. A noite do dia 27 reuniu falas de lideranças trans e autoridades, atrações culturais, como um pocket show com a cantora e atriz Jane Di Castro e apresentação da musicista Kathyla Katheryne Valverde, e um desfile de moda com mulheres trans, travestis e aliados da causa, do Projeto TransformaSER, do Empório Almir França e Luana Muniz. A ativista da luta contra a Aids Lorna Washington interpretou a trilha sonora do desfile. No sábado, 28, aconteceu uma roda de conversa sobre o tema “Atual Quadro de Violação de Direitos Humanos das Pessoas Trans no Brasil”, reunindo para um debate mulheres e homens trans, gestoras/es e especialistas.

Já no domingo, 29 de janeiro, data em que é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans, foi realizado um ato na praia de Copacabana em lembrança às vítimas que a transfobia matou em 2016, com 144 cruzes. Depois, o CCBB RJ recebeu a Mostra de Documentários e Curtas – Transdiversidades. A programação do dia se encerrou com um show reunindo artistas e transformistas da cultura LGBT no Quiosque Rainbow, no Posto 2 da Praia de Copacabana.

A programação especial no Rio de Janeiro pelo Dia da Visibilidade Trans se encerrou no dia 30, com a realização da mesa redonda “Construindo estratégias para a efetivação do direito a identidade de gênero”, com a participação de membros da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro e de especialistas na temática (apresentação de boas práticas).

A Programação da Visibilidade Trans no Rio de Janeiro, contou com vários parceiros, e foi uma iniciativa da Rede Trans Brasil e entidades associadas e do Programa Estadual Rio sem Homofobia.